domingo, 17 de julho de 2011

Prece de um cão

Trata-me com carinho, querido amigo, por que não há nada no mundo mais agradecido do que o meu coração.
Não machuque meu espírito com a vara, porque embora eu esteja lambendo as suas mãos entre uma pancada e outra, a sua paciência e compreensão vão me ensinar mais rápido aquilo que você quer que eu aprenda.
Nem sempre eu estou certo, mas estou sempre querendo perdoar e ser perdoado.
Fale sempre comigo, pois a sua voz é a coisa mais doce,como você já deve ter percebido pelo abanar fogoso da minha cauda, quando ouço os seus passos.
Por favor leve-me para dentro quando estiver frio e chovendo pois sou animal doméstico, não mais acostumado ao frio e à chuva.
Peço-lhe nada mais do que o privilégio de sentar-me aos seus pés, ao lado do coração.
Mantenha meu pote cheio de água fresca pois não posso falar quando tenho sede.
Dê-me comida fresca para que eu fique bem e possa brincar e atender aos seus comandos, para andar ao seu lado e estar apto a lhe proteger com a minha vida, caso você esteja correndo perigo.
Não posso falar quando preciso de cuidados médicos ou quando devo tomar injeções. Olhe para mim e observe se estou diferente, fugindo da comida e leve-me ao amigo veterinário, para uma consulta periódica.
E, meu amigo quando eu estiver velho e não mais gozando de boa saúde, ouvindo e vendo mal, não faça nenhum esforço heróico para me manter vivo.
Tudo que lhe peço é que fique comigo até o fim, segure-me firme e fale comigo até que meus ouvidos não mais ouçam e meus olhos não mais vejam.

Pincher

O pinscher é uma raça de cão de porte pequeno, esbelta, com pelagem curta e densa. As cores são sólidas em várias tonalidades de marrom, e preto  com marcas marrons bem nítidas nas maçãs do rosto, focinho, acima dos olhos, no queixo e garganta, nos dois lados do antepeito, metatarso, pernas dianteiras, patas, face interna das pernas traseiras e na região anal.
Morfologicamente, são cães semelhantes ao Dobermann, tendo ancestrais em comum, mas não sendo uma miniatura desta raça, como muitos pensam. O Pinscher tem somente um padrão de tamanho definido oficialmente : que é de 25 a 30 cm de altura, da cernelha (região onde as espáduas se encontram) ao chão. Quando ele ultrapassa 30 cm de altura, ou quando não atinge 25 cm, está fora dos padrões, o que pode desclassificá-lo para competições. A cabeça do pinscher também é menos alongada, e as orelhas são proporcionalmente maiores. É a menor raça de guarda classificada pela Federação Cinológica Internacional.
Apesar do tamanho reduzido o Pinscher Miniatura é classificado pela Federação Cinológica Internacional como um cão de guarda. Em exposição neste tipo de segmento ele desfila ao lado de Dobermans, Rottweillers, Boxers, etc.
A palavra pinscher, em alemão, significa mordedor, referente a forma brava com que estes cães abocanhavam seus inimigos, fossem eles ratos ou intrusos. O pinscher é conhecido por sua coragem, é como se ele no tivesse noção do próprio tamanho. Um pinscher pode enfretar inimigos muito maiores que ele sem se intimidar nem por um momento. É considerada a menor raça de cão de guarda reconhecida do mundo.
Além de sua grande coragem e destemor, o pinscher é vigilante e alerta sendo um bom cão de guarda de alarme. Leal a sua família, gosta de crianças mas não é muito paciente com elas, não sendo a melhor opção para casas com crianças pequenas. É territorial e passional, deve ser bem educado com paciência para não se tornar possessivo demais. É uma raça inteligente, mas um pouco teimosa e insistente, mas mesmo assim disposta a aprender.
Alguns criadores optam por cortar parte das orelhas e o rabo desses cães ainda filhotes, prática cada vez mais condenada em todo o mundo, exceto Estados Unidos.  A cirurgia estética em cães já é proibida em alguns países. Em boas condições de criação, são bastante longevos, não raro ultrapassando os 15 anos de vida.As crias usualmente variam de 3 a 6 filhotes.
Os pinschers, por serem pequenos, são uma opção comum para moradores de apartamentos. São inteligentes e leais, embora tenham o instinto de cão de guarda e apresentem a tendência a latir para estranhos. É necessário o cuidado na convivência com crianças, pelo tamanho reduzido do animal, acidentes podendo acontecer pelo contato brusco ou brincadeiras não supervisionadas. Os Pinschers precisam ser acostumados com outros cães para evitar brigas, pois não obstante o tamanho reduzido e a pouca força física, poderão atacar animais muito maiores.

Carta de um cão ao seu dono

Olá,
 
Eu sou aquele que sempre lhe espera. O seu carro tem um som especial, e eu posso reconhecê-lo entre mil. Os seus passos têm um timbre de magia, eles são música pra mim. A sua voz é o sinal maior do meu momento feliz e às vezes você nem precisa falar nada.
 
Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei o qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. De algumas presenças eu gosto, de outras não. Mas a sua presença é a que movimenta os meus sentidos.
 
O seu olhar é um raio de luz quando percebo o seu despertar. As suas mãos sobre mim têm a leveza da paz. E quando você sai, tudo é vazio outra vez. E eu volto a te esperar sempre e sempre. Até você chegar novamente.
 
Esperar pelo som do seu carro... Pelos seus passos... Pela sua voz... Pelo seu cheiro... Pelo seu repouso sob minha vigília à noite... Pelo seu olhar... Pelas suas mãos fazendo carinho em mim. Eu sou aquele que te espera... Eu sou seu cão! E sou feliz por ser assim!
 
Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar... Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma... Se não tiver uma correia bonita, pode me colocar num laço ou deixa-me solto... Prometo que não vou embora... Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão... Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger.
 
Não me corte o rabinho, nem me afine as orelhas. Prometo que serei fiel quando tiver que te defender...  Se eu destruir algo, desculpa-me, é que não sei o que faço quando estou brincando com as suas coisas, não conheço o valor dos seus objetos e não estrago por má intenção... O que lhe peço é um carinho de vez em quando em mim, e um pedacinho de pão, o demais, me dê apenas se for de sua vontade.
 
Se eu soubesse falar, quantas palavras bonitas eu diria a você... Se você soubesse como fico feliz quando passeio contigo, mesmo que você não perceba, eu fico muito feliz!
 
E se já estou velho, e lhe dei meus melhores anos, não me deixe na rua... E, se lhe causei algum dano, com esta lágrima que vê brotar de meus olhos, peço-lhe perdão...
 
Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração... Chegará o dia, em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos...
 
Com carinho,
Cãozinho.
   
Autoria Desconhecida
 
 

Carta de um cão abandonado

Meu querido amor,



Dentro de mim tem coisas que, por vezes, não se encontram em algumas pessoas. Quando você me pegou, pequenininho, e me tirou da minha mãe eu fiquei assustado e não entendi. Mas, de repente, comecei à sentir por você um amor tão forte e tão inexplicável!



Fui crescendo e cada vez mais desejando sua companhia. Esperava ansioso por você, nas vezes em que saia e explodia de felicidade com a sua chegada. Nunca precisei de mais nada além de sua presença; tamanho o amor que sinto por você!



De repente, algo aconteceu quando cresci! Você me pôs no carro (achei que fosse um dos nossos passeios tão maravilhosos que guardo na lembrança) e me levou para muito, muito longe de nossa casa. Abriu a porta do carro em um lugar deserto e estranho e me enxotou jogando pedras!!!



Fiquei sem entender! O que foi que eu fiz? Pensei... Pensei... e não descobri o quê te fiz. Foi então que aconteceu o mais assustador. Você ligou o carro e partiu acelerado! Corri muito pela estrada atrás de você! Até cair de exaustão. Meus pés e mãos muito feridos. Meu corpo cansado demais para continuar. Minha fome e sede começaram à ficar desesperadoras. MAS NADA IMPORTA! Tenho que te encontrar novamente!



Porque te amo demais e nunca te esqueço! Tenho dentro de mim uma coisa que poucos homens tem. Tenho dentro de mim um amor de verdade. Porque ainda amo você! E não vou descansar enquanto não te encontrar. Quem sabe te encontro quando morrer???



SEU CÃO ABANDONADO
  
Autoria Desconhecida

O cachorrinho deficiente

Um menino pergunta o preço dos filhotes à venda. 
 
"Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja. 
 
O menino puxou uns trocados do bolso e disse: "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?" 
 
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: "O que é que há com ele?" 
 
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. 
 
O menino se animou e disse: "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!" 
 
O dono da loja respondeu: "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente." 
 
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: "Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total." 
 
O dono da loja contestou: "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos." 
 
Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu: "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso." 
 
"Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa dos seus "defeitos", quando na verdade, somos tão iguais ou pior do que elas e sabemos que essas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são. 

Autoria Desconhecida

Diário de um cão

1ª semana
Hoje faz uma semana que nasci. Que alegria ter chegado a esse mundo!!!
 
1 mês
Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar.
 
2 meses
Hoje me separaram de mamãe. Ela estava muito inquieta e com seus olhos me disse adeus como esperando que minha nova "família humana" cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
 
4 meses
Cresci muito rápido, tudo chama a minha atenção. Há várias crianças na casa que são como meus "irmãozinhos". Somos muito levados, eles me jogam uma bola e eu os mordo jogando.
 
5 meses
Hoje me castigaram, minha dona se zangou porque fiz "pipi" dentro da casa...mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como eu durmo lá dentro eu não me agüentei!!!
 
6 meses
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido...Creio que minha família humana me ama muito. Quando estão comendo me convidam, o pátio é somente para mim e eu estou sempre cavando, como os meus antepassados lobos, quando escondiam a comida. Nunca me educam, seguramente porque nada faço de errado.
 
12 meses
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
 
13 meses
Como me senti mal hoje. Meu "irmãozinho" tirou a minha bola. Como nunca pego seus brinquedos fui atrás dele e o mordi. Mas como meus dentes estão muito fortes, machuquei-o sem querer. Depois do susto me prenderam e quase não posso me mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que vão me deixar em observação (certamente não me vacinaram). Não entendo nada do que está acontecendo.
 
15 meses
Tudo mudou. Vivo preso no pátio, numa corrente. Me sinto muito só. Minha família já não me quer. Às vezes esquecem que tenho fome e sede e quando chove não tenho teto que me cubra.
 
16 meses
Hoje me tiraram da corrente. Pensei que tinham me perdoado e fiquei tão contente que dava saltos de alegria e meu rabo balançava. Parece que vou passear com eles. Subimos no carro e andamos um grande trecho quando pararam. Abriram a porta e eu desci correndo, feliz, crendo que era dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram. "Esperem"!!! - lati..."esqueceram de mim...!!!". Corri atrás do carro com todas as minhas forças. Minha angústia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham me abandonado.
 
17 meses
Procurei, em vão, achar o caminho de volta à casa. Sentei-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algo de comer. Eu agradeço com um olhar do fundo de minha alma. Quisera que me adotassem, eu seria leal como ninguém. Porém eles apenas dizem: "- pobre cãozinho, deve estar perdido".
 
18 meses
Outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Cheguei perto e um grupo deles, dando risadas, atirou-me uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos e desde então não enxergo com ele.
 
19 meses
Parece mentira mas quando eu estava mais bonito as pessoas se compadeciam mais comigo. Agora que estou muito fraco, com um aspecto bem mudado pois perdi meu olho, as pessoas me tratam a pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
 
20 meses
Quase não posso me mover. Hoje, ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles me atropelou. Pelo que sei, estava num lugar seguro chamado "sarjeta", mas nunca vou me esquecer do olhar de satisfação do motorista. Antes tivesse me matado, porém só me deslocou a cadeira. A dor é terrível, minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade me arrastei até uma moita fora da estrada. Já fazem 10 dias que estou em baixo de sol, chuva e frio, sem comer. Não posso me mover, a dor é insuportável. Sinto-me muito mal, estou num lugar úmido e parece que meu pêlo está caindo. Algumas pessoas passam e não me vêem. Outras dizem: "- não se aproxime". Já estou quase inconsciente, porém uma força estranha me fez abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, veja como te deixaram"- dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse: "- Sinto muito senhora, mas esse cão já não tem remédio, o melhor é que deixe de sofrer". A gentil dama consentiu, com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela agradecendo por me ajudar a descansar. Senti somente a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque nasci, se ninguém me queria.